Raphael Hide faz post no Instituto Mises mencionando história do libertarianismo no Brasil e cria polemica.

Links Ricardo Sierra ⋅ postado 2018-11-04 21:06:42 ⋅ 274 Leituras

Link Compartilhado: https://mises.org/wire/growing-libertarian-revolution-brazil?utm_source=h3sotospeak.com
Link do artigo em português: https://politicaadireita.blogspot.com/2018/11/uma-revolucao-libertaria-crescente-no.html?m=1

Comentário do Odeja sobre o caso:

The real history about Brazilian Libertarianism
Funny, Libertarianism in Brazil started many years before Dilma's election in 2014, or Raphael Lima's channel.
There was a Orkut group in the 2000 decade, where liberals and libertarians used to discussing ethics and private propriety law, reading Mises, Rothbard, Hoppe.
Chiocca Brothers brings books about EA to Brazilian public and founded Mises Instute Brazilian IMB (where Helio Beltrão Jr. was just a sponsor) , and Daniel Fraga, a guy who move against the state, five to six years ago, with a youtube channel, was pursuit and processed by the state and still fugitive by the State Mafia.
While, Helio Beltrão Jr. stole IMB for him, and cast out Chioccas Brothers.
Helio Beltrão Jr. is a playboy heir of a energetic monopoly (petroleum)
garanted BY THE STATE, named Ultrapar Group. And goes against libertarians studies in so many questions that could be possible: secession, criptocurrencies, said the unfortunate phrase "tax is not always theft" and many things...
The same Helio Beltrão Jr. is a sponsor ate the Raphael Lima's channel, with the Millenium Institute and the IMB. There's no surprise that Raphael Lima forgeted to mention this facts.

Comentário do Odeja em português:

A verdadeira história do libertarianismo brasileiro
Engraçado, o libertarianismo no Brasil começou muitos anos antes da eleição de Dilma em 2014, ou o canal de Raphael Lima.
Havia um grupo do Orkut na década de 2000, onde liberais e libertários costumavam discutir ética e lei da propriedade privada, lendo Mises, Rothbard, Hoppe.
Chiocca Brothers traz livros sobre EA para o público brasileiro e fundou Mises Instute Brasil IMB (onde Helio Beltrão Jr. era apenas um patrocinador), e Daniel Fraga, um cara que se mudou contra o estado, cinco a seis anos atrás, com um canal no youtube, foi perseguido e processado pelo estado e ainda fugitivo pela Máfia do Estado.
Enquanto isso, Helio Beltrão Jr. roubou o IMB e expulsou os irmãos Chioccas.
Helio Beltrão Jr. é um playboy herdeiro de um monopólio energético (petróleo)
garantido PELO ESTADO, denominado Grupo Ultrapar. E vai contra os estudos libertários em tantas questões que poderiam ser possíveis: secessão, criptocorrências, dizia a frase infeliz "o imposto nem sempre é roubo" e muitas coisas ...
O mesmo Helio Beltrão Jr. é patrocinador do canal de Raphael Lima, com o Instituto Millenium e o IMB. Não é surpresa que Raphael Lima tenha esquecido de mencionar esses fatos.

Comentário do Hide sobre o assunto no grupo libertarianismo:

Entendo que muita gente aqui ficou absolutamente puta da cara com o artigo que escrevi para o Instituto Mises, me acusando de um bando de coisas, mais especificamente, de tentar reescrever e distorcer a história do movimento libertário no Brasil. Vamos esclarecer a coisa: essa acusação é uma bizarrice criada por pessoas que não fizeram esforço algum para entender a situação e exige uma distorção enorme dos texto.
Normalmente eu não respondo a essas acusações, e olha que são muitas. Que eu recebo do NOVO, que eu recebo do Livres, que o Millenium manda no canal, que eu apoiei o NOVO sendo que só apoiei alguns candidatos bem específicos (essa é curiosa porque é tão fácil de checar), que eu não sou libertário, etc. Muitas das pessoas que falam isso já deixaram bem claro que simplesmente não se importam com absolutamente nada que eu fale, e isso esvazia praticamente qualquer sentido em tentar responder alguma coisa.
Mas no caso a coisa é mais grave, e acho que merece uma explicação maior porque a) envolve o Mises Institute, b) porque envolve história, uma coisa extremamente importante, c) porque muitos sofrem de uma barreira de linguagem e não conseguem ler bem em inglês, fazendo com que a acusação pareça válida, e d) porque o caso todo revela muito do absurdo que vão só para me atacar.
O propósito do artigo era
a) Informar que existe uma onda libertária no Brasil
b) Explicar quem foram os eleitos, e se são libertários ou não
c) Explicar que o Bolsonaro defende algumas liberdades de mercado, mas não é libertarian
d) Apresentar de maneira bem geral quais são as organizações de maior peso para influenciar o pensamento libertário aqui
e) Fazer isso em 2500 palavras
Em nenhum ponto o objetivo do artigo era contar a história do movimento libertário. É preciso uma distorção próxima ao que um Banco Central faria para colocar esse tipo de interpretação para o artigo. No máximo seria um snapshot do que está acontecendo hoje, uma foto com alguns comentários gerais, mais nada. É o que eu explicaria numa conversa de restaurante de 5 a 10 minutos para alguém que tem zero noção de Brasil e precisa de um resumão. Felizmente muita gente entendeu isso.
Sim, existe um subtítulo dentro do artigo que diz “a brief history of the brazilian liberty movement”. E não fui eu que coloquei ele lá. Sim, esse título pode dar a impressão de que eu estou contando a história do movimento, mas isso foi colocado pelo editor do próprio MI (e o título do artigo foi alterado também, diga-se de passagem). Aliás notem também que o título só diz “movimento da liberdade”, não “movimento libertário”, ou seja, não necessariamente significa que essa seria uma breve história do libertarianismo, poderia ser só do liberalismo, etc.
Mas se quem está me acusando simplesmente tivesse se dado ao trabalho de me perguntar o porquê desse título, eu teria falado, e provavelmente nada disso estaria acontecendo.
Ademais, é preciso uma ginástica muito grande para dizer que eu apresentei o NOVO como o começo da onda libertária, sendo que a) eu claramente cito o Henry Maksoud nos anos 70 e 80 propagando livros de Mises, Hayek e afins, b) eu deixo claro lá no fim do texto que existiu uma legião de gente que, a prejuízo pessoal e financeiro, rodou o país dando palestras, cursos, etc, juntando gente e tudo mais, muito tempo antes de tudo isso que está acontecendo hoje começar a ser ensaiado, e listar eles seria impossível porque é gente demais, lembrando que existia um limite de palavras no artigo c) não coloco em nenhum ponto que o NOVO começou alguma coisa, apenas falo que eles elegeram gente, d) eu digo claramente que dos 8 deputados federais eleitos só um é libertário mesmo e dos 12 estaduais, só 4, então não tem como alguém que entende inglês e tem interpretação de texto decente ler isso e achar que eu estou dizendo que o NOVO é libertário, ou que causou uma onda libertária.
Outra ginástica é dizer que eu falei que a Dilma começou tudo. O argumento que eu dei é que a incompetência dela fez muita gente acordar pro libertarianismo, e que o fato de que o governo era literalmente uma gangue de criminosos facilita o argumento libertário de que o estado é um bando de criminosos. Dilma governou entre 2010 e 2016 e esses foram os anos onde o movimento libertário mais cresceu em número, e isso tem a ver com a burrice dela. Esse, e somente esse, é o ponto.
Ainda outro malabarismo impressionante é querer dizer que eu argumento que o movimento começou em 2015, 2014 ou o que for, sendo que a) novamente, eu cito o Maksoud nos anos 70 e 80, b) eu cito a importância do IMB, que veio bem antes disso, sem discriminar quem lá dentro fez ou não fez algo.
O motivo de nomes não serem citados no artigo é muito simples, e está no artigo: É. Muita. Gente. E isso está escrito no artigo. Não tem como citar todo mundo sem escrever um livro inteiro sobre o assunto, e novamente, existe um limite de 2500 palavras. Se alguém dos que estão me acusando tivesse me feito a simples pergunta de por que x ou y não estão lá, ou lido a parte que eu falo sobre isso, tudo teria sido esclarecido e novamente toda essa treta provavelmente teria sido evitada. E os Chiocca não foram ignorados, apenas estão subentendidos no artigo. Eu digo que o IMB desde 2011 estava dizendo que a Dilma ia dar errado, e os Chiocca estavam lá nessa época. Não entrei em nomes porque, novamente, nomeou tem que nomear geral, então você evita todos para evitar problemas.
O único motivo de eu citar o Maksoud por nome é porque acho a história dele interessante por ter o componente de ser o editor de uma revista de maneira ilegal, de pagar a multa para isso e mandar a coisa rodar. Isso é também para ilustrar o quão difícil era propagar ideias no Brasil nos anos 70 e 80.
Ainda outra bizarrice é dizer que eu não respeitei o Fraga, quando tudo que eu falei sobre ele foi com o maior respeito. Obviamente o trabalho dele foi importante pro movimento libertário, e obviamente ele merece um artigo inteiro, não uma citação de passagem num artigo geral. Novamente aqui aparece o grave problema de falta de comunicação da galera que está me atacando: se simplesmente tivessem falado comigo sobre um artigo sobre o Fraga, saberiam que eu quero muito fazer um para colocar no MI, afinal é uma história fantástica.
Ninguém em qualquer ponto veio me perguntar se existiriam novos artigos, se mais detalhes seriam dados, se tinha mais coisas pra esclarecer. Nada. Só viram um artigo, meteram a porrada num teclado, distorceram um monte de coisa e partiram para o ataque.
E é isso que mais me incomoda fora o fato de inventarem uma acusação absurda de que eu tentei distorcer a história do movimento: um movimento para defender a não-agressão, que não consegue resolver disputas de maneira calma, com conversa e entendimento, preferindo ir pro pau aberto. Que imagem isso passa? Eu sei que sou uma das faces mais reconhecidas do movimento libertário e por isso preciso me cuidar, preciso saber que minhas ações serão usadas como argumento – argumento ruim, mas que sabemos que vai funcionar – para criticar o libertarianismo. É fácil ver alguém “de fora” olhando isso tudo e argumentar em zombaria: Oras, se os maiores nomes do movimento não conseguem sequer resolver uma treta de um artigo sem partir para tudo isso que estamos vendo, como raios vão viver sem o papai estado?
Enfim, eu sei que muitos aqui simplesmente me odeiam e acabou. Tudo bem, eu consigo viver com isso. Se você é um deles e leu até aqui, agradeço a disposição de ver os argumentos de alguém que você despreza com todas as forças. É por causa dessa abertura que ainda acredito que vamos chegar em algum lugar. Mas inventar que eu quis distorcer a história é demais.

Comentário do Cristiano sobre o assunto:

Dinheiro não traz felicidade, manda buscar. De fato, dinheiro compra quase tudo. Quase. E esse ‘quase’ é por bem poucas coisas. Tão poucas que bilionários podem passar a vida inteira sem se deparar com algo que em última instância não se dobre ao poder do dinheiro.
A opinião das pessoas pode ser classificada como um dos ítens mais fáceis de se comprar, mas nem de todas. E tentar usar o dinheiro para sobrepujar a verdade e montar uma falsa narrativa de promoção pessoal justamente para cima de um raro grupo de pessoas que se caracteriza pela busca da verdade e da justiça é seguramente um péssimo negócio. Às vezes alguns tentam. Tentaram nos EUA com petrodólares e tentam no Brasil com petrorreais.
Libertarianismo não é um movimento acadêmico de professores, nem de desburocratização de empresários. Não é uma revolta de desajustados contra a autoridade e nem de degenerados contra os costumes. Não é um movimento de economistas utilitaristas e nem de políticos liberais. Não é um movimento das elites dominantes e nem das massas controladas. É claro que alguns desses, bem ou mal, fazem parte do movimento. Mas libertarianismo é essencialmente um movimento underground de pessoas que valorizam a JUSTIÇA e possuem um sentimento de busca incessante pela VERDADE. Assim essas pessoas acabam, percorrendo cada uma sua própria jornada intelectual, chegando ao conhecimento dos direitos naturais e da escola austríaca, que compõem o libertarianismo criado por Murray Rothbard.
A mentira nunca vai prevalecer neste grupo. A avassaladora indignação orgânica deflagrada por uma tentativa de alterar uma narrativa mostrou bem isso. Particularmente não me importo nem um pouco em receber qualquer reconhecimento, mas me incomodo com a mentira e com embusteiros. Parabéns aí galera; a maioria eu nem conheço.

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